quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

12passas.zip

Posso dizer que 2009 foi um ano difícil, complicado, nem sempre equilibrado, com muitos acontecimentos, uns muito bons e outros bastante maus. Mas é mesmo assim e há anos que nos marcam mais. Este, felizmente por um lado, está a chegar ao fim.

Desejo que o ano que está quase a entrar seja melhor. Sempre! É o que todos desejamos e precisamos, acho eu... Já ninguém aguenta a conversa da crise e companhia. Por isso, desta vez, para além da habitual paz, saúde e amor, e de procurar ser melhor - porque todos podemos sempre superar-nos (onde é que eu já ouvi isto? :) ) e devemos! -, desejo também mais sorrisos :) e optimismo (aqui também se inclui deixar em 2009 alguma inércia...!) para irmos todos mais além, ver resultados e podermos mudar de discurso.

Aqui ficam os meus votos de um Fantástico 2010 para todos quantos passarem por aqui! :)


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

metralhada

Será que alguém pode parar (ou baixar o volume... já não era mau de todo) da publicidade do BES que passa na rádio onde usam um martelo pneumático, ou lá o que é, que mais parece uma metralhadora?

Quem é que inventou aquilo...?! For-God's-sake...!


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

celebration


Espero que o vosso Natal tenha sido no mínimo tão bom como o meu foi! ;)



(no seguimento das boas sugestões do JA. Merci!)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

I wish you all

Aproveito o original postal com votos de "um feliz Natal e um incrível e arrebatador ano de 2010" do David Fonseca, para deixar aqui o vídeo com a sua feliz versão de Last Christmas dos Wham e desejar um


Santo e Feliz Natal a todos :)




David Fonseca, "Last Christmas"

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

too hot in here...

Esta manhã acordei com a notícia do incêndio na Praça da Alegria...

Segundo disseram na rádio, o incêndio deflagrou durante a madrugada num edifício devoluto onde no rés-do-chão funcionava um restaurante. E mais não se sabia. Infelizmente, o que não falta na cidade são edificios devolutos.

Passo pela Praça da Alegria todas as manhãs antes de chegar ao escritório. Fiz figas para que não fosse o do Hot Clube. Hoje não foi excepção e procurei o edifício ardidio... Mas era precisamente naquela zona que se encontravam a polícia e os bombeiros. Continuei a andar.

Aquela cave é mítica!

Na hora de almoço voltei a passar pela Praça e vi... As notícias confirmam - foi mesmo naquele edifício. Ao que parece, o HCP não ardeu mas ficou inundado com a água necessária para combater o incêndio.

E agora?



o dia mais curto do ano

Foi ontem.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

preciso de uma massagem

e quando a música tem o dom de nos emocionar?

Gosto de descobrir música nova.

Muitas vezes é apenas nova para mim. Por ignorância, falta de atenção, falta de tempo, os motivos são vários, desconheço alguns bons músicos e músicas mas gosto muito de descobrir música nova e novos músicos.

Quando essa descoberta se traduz em sentimentos intensos daqueles bem fortes capazes de nos encher a alma cá dentro de tal maneira que tranborda até aos olhos ainda gosto mais! Quando a música consegue ser assim poderosa e nos surpreende.. A sensação é muito boa.

E essa descoberta continua a acontecer. Felizmente :)



um fim-de-semana inv(f)ernal

Este fim-de-semana esteve frio. Muito frio! Não fosse a boa disposição de todo o grupo, os sorrisos da pequenada e as piadas da equipa, acho que o frio ainda se teria feito sentir mais.

Apesar das baixas temperaturas, ninguém desanimou. A pequenada estava bem agasalhada - pareciam umas bolinhas com tanta roupa vestida, os agasalhos, luvas e gorros - eu própria vesti praticamente tudo o que tinha!! Collants, meias, as calças do pijama, calças de ganga, camisolas interiores, exteriores, sweat-shirts, um polar, buff, gorro e o impermeável - tudo em camadas ao mesmo tempo, parecia o Bib da Michelin!

Estes pequenotes são exigentes e não se contentam com pouco. Os jogos e as tarefas são sempre uma novidade e um desafio, feitos com o mesmo empenho como se fosse a primeira vez que o fazem. Para nós é igualmente importante corresponder a essas expectativas. A vontade deles em participar, aqueles sorrisos e gargalhadas são impagáveis!

Regresso sempre a casa com o corpo cansado. Mas com o coração cheio. E nesta época especial, particularmente Cheio.

E, claro, a dar graças pela cama suave, pelo banho de água quente na minha querida casinha! :)


















(um dos presentes da Troca de Prendas - há pais com muito sentido de humor ;) )

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

cetirizina potente

Foi remédio santo! Desde que voltei a tomar isto acabaram-se os espirros e o nariz entupido, as noites voltaram a ser tranquilas por já conseguir respirar melhor mas veio uma soneira descomunal e deixou de se ouvir o despertador com os seus dois alarmes...

Foi uma semaninha a passo de caracol, a adormecer no 48, a chegar praticamente todos os dias atrasada ao escritório (horas atrasada!).




quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

e fez-se luz

Depois de uma madrugada agitada e de emoções fortes, chegou a altura de dizer:

Parabéns MaryLin!!!!

Na verdade toda aquela agitação pela manhã foi só para 'abrir caminho' para celebrar esta data importante! Muitas felicidades para ti, minha amiga ;)




what a feeling......

Sentiste? Pois eu senti mesmo há pouco!

Primeiro pensei que precisava mesmo de ir descansar porque o cansaço afecta muito as pessoas. Depois quando a louça começou a tilintar e as plantas a abanar percebi que ainda não estava completamente louca - era mesmo um sismo!!!

E é, nestas alturas, que uma pessoa se sente impotente - não há propriamente um local onde se está 100% seguro, nem um botão para desligar, etc. Não foi caso para tanto - ficou tudo intacto - mas até podia ter sido.

Pode ter sido impressão minha mas eu acho que durou bastante tempo... Segundo o que consegui li na net, teve uma intensidade de 6,0 na escala de Richter, com epicentro a 100km a sudoeste do Cabo de S. Vicente. A ver vamos se há réplicas.

Depois deste dia alucinante... vou tentar dormir.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

quando o fio faz self

Parece-me que com isto das alterações climáticas, também aconteceram algumas alterações no calendário e já nada é como era. Digo isto porque o dia 13 já não precisa de calhar à 6. ª feira para ser dia de azar, pode calhar em qualquer dia da semana e do mês - é caso para usar o cliché de que a tradição já não é o que era.

Saio de casa... Chovia mas pouco, mal viro a esquina, desatou a chover com uma tal intensidade que foi o suficiente para ficar com as calças encharcadas no meu curto percurso até ao autocarro (dura menos de 5 minutos...).

Chegada ao escritório, um frio dos diabos, a roupa ainda molhada, algum sono e nada ajudava a aumentar a motivação - e ainda tinha duas reuniões para enfrentar...

Entretanto, ouve-se um estouro, há uma faísca e a luz vai-se - um curto-circuito no escritório! Era só que faltava... uma das reuniões foi adiada por 1hora enquanto se esperava pelo sr da EDP (que não resolveu nada, apenas nos informou que era melhor contactar um electricista... great!).

Chamado o electricista, era altura de aproveitar o tempo da deslocação para almoçar. Chego ao restaurante e.. bolas! Tinha-me esquecido que a 4.ª feira ali é dia de cozido... Que eu até como mas não o dali.

Chega o electricista e descobre a pólvora: "o fio está a fazer self"! Aaaahhhh! Ninguém percebeu o que é que o fio andava a fazer - devia ser gíria de electricista -, coisa boa não devia ser, mas por nós tudo bem desde que ele concertasse tudo - eram praticamente 15h e não tínhamos computadores, telefone, internet, luz, aquecimento... nada!

O problema resolveu-se mas o dia de trabalho já tinha ido praticamente para o espaço.

A juntar a este problema, aconteceram outras peripécias que nem vale a pena escrever... Que dia azarado!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

ensinamentos

Costuma dizer-se que Deus castiga. Testemunhei isso há dias.

Estava eu calmamente na fila, no Pingo Doce, a pensar na morte da bezerra quando uma jovem-com-idade-para-ter-juízo me deu um encontrão e furou a fila sem pedir licença para passar - a fila nem era assim tão grande que não desse para ela passar por trás e, além disso, eu estava praticamente na caixa - como não a vi, não tive tempo de me desviar e por pouco não me desequilibrei (só faltou mesmo cair, já que sou a campeã das quedas!).

Fui surpreendida com aquela brutalidade e, naquela fracção de segundo, interroguei-me de onde é que tinha saído aquela criatura.

Deus não a fez esperar com o seu castigo (nem passaram 2 segundos!): no passo seguinte, estatelou-se no chão porque o senhor que estava à minha frente na fila decidiu comprar umas alfaces bem fresquinhas, que de tão fresquinhas ainda pingavam água e molharam o chão. Caiu junto às caixas. Com toda a gente a ver.

Acho que Deus a castigou para lhe ensinar que quanto mais depressa, mais devagar e que nem todos os fins justificam os meios.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

banda sonora destes dias

Boa música para os meus ouvidos :)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

francamente

Assisti incrédula àquele episódio na tv...

Se eu já achava que a nossa classe política, ou melhor, e não querendo generalizar mas, se eu já achava que boa parte daqueles políticos que ultimamente têm surgido com maior visibilidade na comunicação social se têm revelado um bocadinho... (nem encontro uma palavra ideal) fraquinhos - para não dizer, medíocres -, hoje tive a confirmação.

Que trapalhada foi aquela?! Ou melhor, que trapalhada tem sido esta?! Dura há dias, há semanas, há meses... Tornando cada vez mais difícil separar o trigo do joio.

Ninguém sem entende, insultam-se e insultam-nos num local onde decidem os nossos destinos, a quem pagamos bem e garantimos a reforma. Deveriam no mínimo mostrar mais respeito e ser menos mal-educados. E trabalhar. É para isso que lhes pagamos.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

h-ache

De repente arrefeceu...
Desata a chover...

Eu sinto-me mole...
Dói-me o corpo...
E a cabeça...

Espero que não seja A.

baby slow down

"Have you ever watched kids
On a merry-go-round?
Or listened to the rain
Slapping on the ground?
Ever followed a butterfly's erratic flight?
Or gazed at the sun into the fading night?

You better slow down.
Don't dance so fast.
Time is short.
The music won't last.

Do you run through each day on the fly?
When you ask 'How are you?' do you hear the reply?
When the day is done
Do you lie in your bed
With the next hundred chores
Running through your head?

You'd better slow down
Don't dance so fast.
Time is short.
The music won't last.

Ever told your child, 'We'll do it tomorrow?'
And in your haste, not see his sorrow?
Ever lost touch,
Let a good friendship die
Cause you never had time
To call and say,"Hi"

You'd better slow down.
Don't dance so fast.
Time is short.
The music won't last.

When you run so fast to get somewhere
You miss half the fun of getting there.
When you worry and hurry
Through your day,
It is like an unopened gift
Thrown away.

Life is not a race.
Do take it slower
Hear the music
Before the song is over."

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

não há como regressar e dormir na minha cama :)

As saudades que eu já tinha
Da minha rica caminha
Tão modesta quanto eu
Meu Deus como é bom descansar
no meu doce e confortável lar
A contar vindo do céu!

O meu!
O meu!
O meu!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

a mother nature não pára de nos surpreender...

Ao que parece, bébés, mãe e pai estão todos de boa saúde :)



"O insólito aconteceu num aquário da Nova Zelândia. Tudo se passou quando um tubarão fêmea entrou em trabalho de parto, mas não conseguiu fazer a expulsão dos bebés. O companheiro de cativeiro vendo a aflição da fêmea deu uma dentada cirúrgica na barriga (a marca é visível no vídeo) e salvou mãe e os quatro filhos. Os pequenos tubarões sairam da barriga através desta cesariana feita pelo próprio progenitor e nadaram como nada se tivesse passado. Mesmo a mãe aparenta, já, perfeita saúde.

Quando avistaram os pequenos tubarões a saírem da barriga da mãe, os funcionários do Kelly Tarlton's Underwater World, que nem sabiam que a fêmea estava grávida, apressaram-se a tirar os recém-nascidos do grande aquário, para não serem comidos por outros predadores.


"O tubarão mordeu uma parte específica da barriga da mãe, como se o fizesse de uma forma delicada e cirúrgica. De imediato saíram os bebés", relatou Fiona Davies, uma das colaboradoras daquele oceanário.


Os bebés serão libertados em breve no mar. A mãe tubarão recupera a olhos vistos e o pai continua a sua vida normal no aquário."


Artigo de Cândida Santos Silva
Retirado do Expresso, em www.expresso.pt

terça-feira, 17 de novembro de 2009

tanta palermice junta

Não sei se é do cansaço, se é mesmo falta de atenção ou se é pura palermice... A verdade é que tenho feito umas atrás das outras... Quanto maior é o disparate, maior é a minha vontade de rir! Mesmo quando não tem graça nenhuma.

Hoje/ ontem estive no auge! E durante todo o dia, embora a maior patetice tenha acontecido mesmo no regresso a casa.

Para não me acontecer como em vezes anteriores (só fiquei 'em terra' uma vez mas bastou-me), comprei o bilhete de regresso mal cheguei à cidade - desta vez, fui para Santarém em trabalho. Depois da missão cumprida na cidade e, chegada a hora do regresso, 'estação de comboios, aqui vou eu!'. Teria sido tudo muito simples se o gps que nos guia não nos indicasse caminhos onde um pequeno automóvel ligeiro não passa, se não chovesse, e se não tivesse ocorrido um acidente no cruzamento que dava acesso à rua da estação.

Só via o tempo a passar - faltavam 10 minutos -, o trânsito completamente parado e... o bilhete na mão.

E eu estava tão perto... 1km até à estação... a chover, era desconfortável mas fazia-se. Por milagre, o trânsito começou a fluir: o reboque lá conseguiu 'carregar' (ou lá como se diz) o carro batido - a amolgadela era feia mas felizmente pareceu-me que não haveriam feridos - e a fila de carros desfez-se.

Com tudo isto eram 21h14, o meu comboio partia às 21h16 e ainda tinha que descobrir a linha! Fiz uma entrada a MacGyver na estação, perguntei em andamento à senhora que estava nas bilheteiras qual seria a linha para Lisboa - big! huge! mistake! - e corri para a linha onde se aproximava o comboio, saltei lá para dentro e, na subida para a carruagem, ainda dei uma ajudinha a uma senhora que estava com pouca força para vencer aqueles degraus.

Entrei e quando olhei para o meu bilhete para ver qual seria o meu lugar, e depois olhei para o espaço em que estava, achei aquele comboio muitíssimo estranho: uns bancos garridos, com um ar pouco confortável e sem lugares marcados. Achei tudo muito estranho e pensei para comigo "A CP vai de mal a pior... Está a cortar em grande na qualidade destes comboios, estes intercidades já não são o que eram!"

Entretanto anunciam a 'próxima estação' - segundo os meus cálculos deveria ser Santa Apolónia e não outra coisa qualquer no meio do Ribatejo! A confirmação veio com o 'Pica': aquele não era o comboio intercidades para Lisboa mas sim o regional... Socorro!! Eu estava no comboio errado!!! Aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!

Mas nem tudo era mau, pelo menos estava no sentido certo - podia ter sido pior! A viagem iria ser apenas um bocadinho mais demorada, com oportunidade para ver umas quantas estações pelo meio.

Deu-me uma vontade de rir tão grande, tão grande...!! Que disparate! Senti-me tão envergonhada! Se a carruagem estivesse vazia acho que tinha desatado a rir! Aposto que o revisor também se quis rir mas, por respeito, controlou-se.

Eu não era assim...


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

musica no ouvido

Quando acordei esta manhã, para além de uma brutal dor de cabeça (já devia estar a adivinhar os dois empanados na A5 e o dia de trabalho que me espera...), acordei com uma musiquinha no ouvido... Daquelas! Eheheh!

A letra é assim... quer dizer, não a vou escrever toda mas.. fica o aperitivo - digamos que a dor de cabeça que me despertou, também despertou parte do mau génio que há em mim... Ehehhe!!

Sexta-feira
é dia sagrado
vamos fazer m... (piii)
para o telhado

...

Grandes noites... à fogueira... músicas... guitarras...


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

erfahrung

Experimentei um Mac... E senti-me canhota.

de battre mon coeur s'est arrété

Tenho um nó na garganta...
E outro muito maior no coração.
Dói.
Vou desatá-lo.
Tentei e ainda não consegui.
Mas hei-de conseguir.
E vou voltar a respirar.
E vou deixar de chorar.
E vou voltar a falar.
E o meu coração vai voltar a bater.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

crise de identidade

A minha máquina fotográfica (um belíssimo presente que muito estimo! o presente e quem me presenteou :) ) dá um som espectacular quando decido fazer vídeos, já o mesmo não posso dizer da imagem...

Sei que não sou grande fotografa, apesar de adorar andar por aí a disparar - eu sei que já pareço uma japonesinha, eu sei! - mas uma máquina fotográfica não deveria dar melhor imagem do que som?

Estará a minha queridinha e estimada máquina fotográfica... confusa sobre o papel dela nesta vida?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

eu fui!!!

Meraviglioso!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

and...

... they're back :)

Andava eu à procura de um testezinho sobre agentes secretos e encontrei outro que me chamou à atenção (ou não fosse eu fã dos U2!). O resultado foi este:


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

motorista espirituoso

Há um motorista da Carris de quem gosto muito. Não sei o nome dele. É muito simpático, espera sempre por quem vê que está a correr para apanhar o autocarro (não é como outros que mal vêem alguém aproximar-se a correr, fecham logo as portas e arrancam a todo o vapor), vai a uma boa velocidade para que ninguém chegue atrasado, não faz paragens bruscas, nem grandes aceleradelas e dá o golpe nas filas de trânsito (para mim, ele é o rei! Eheheh!) - o que faz todo o sentido, especialmente quando se vê logo de manhã filas de carros ocupados por apenas uma pessoa e o transporte colectivo cheio. Por coincidência, foi aluno da minha mãe. É sem dúvida o meu motorista preferido e faço questão de o cumprimentar, sempre que tenho a sorte de ser conduzida por ele.

Esta manhã não tive esse privilégio. Mas o motorista que conduzia o autocarro tinha sentido de humor...

Com a mudança da hora, já não acordo quase com o dia a nascer/ noite. A manhã estava fresca mas nada de especial, nem foi preciso fazer os 60 metros barreiras para apanhar o autocarro. Havia trânsito mas foi sempre a andar.

Ao fazer a descida de Monsanto para entrar no Viaduto Duarte Pacheco, começámos a entrar no meio do nevoeiro e começou a sentir-se a temperatura a descer... Pensei logo que tinha trazido pouca roupa (como hoje vou para fora em trabalho, pensei logo em renovar o guarda-roupa para não passar frio!). À medida que entrávamos em Lisboa, estava cada vez mais frio... e eu a sentir-me cada vez mais em maus lençóis! Revi toda a roupa que estava na mala, pensei em vestir tudo - até o pijama! tal era o frio siberiano dentro daquele autocarro - até comprar uma camisola compatível com as temperaturas.

Reparei que as pessoas na rua vestiam roupas leves.. Havia até quem estivesse de manga curta (também não seria caso para tanto! digo eu...).

Quando saí do autocarro, comprovei que efectivamente não estava assim tanto frio! O motorista armou-se em engraçadinho e deixou toda a gente a bater o dente.

domingo, 25 de outubro de 2009

colmatar lacunas

Ontem assisti, pela primeira vez, a uma peça de teatro no Teatro Nacional de D. Maria II.

Por mais estranho ou incrível que pareça, nunca tinha assistido a nenhuma naquele espaço! Estava na hora de tratar do assunto e com "O Camareiro" em cena, pareceu-me uma óptima oportunidade. Ainda bem que fui - ADOREI!

Gostei imenso da peça (passada praticamente nos bastidores de um teatro) que emociona, mostra as fragilidades do treatro (da vida), representada por um elenco de luxo (gostei particularmente da representação de "Sir" Ruy de Carvalho, do brilhante 'piquinho a azedo' de Virgílio Castelo e do actor que fazia de 'bobo' mas não sei o nome... ops!), numa sala lindíssima!

Devia ter ido mais cedo :)

sábado, 24 de outubro de 2009

um bocadinho do darq na terra

Ontem foi a inauguração da exposição de um dos meus professores da faculdade. Quando recebi o convite fiquei entusiasmada, nem sempre conheço assim de perto os artistas de quem vou ver as exposições, para além de que gosto das suas criações.

E assim Culturgest, here I go, para ver a exposição Brrrain de António Olaio.

Por outro lado, esperava (re)ver algumas caras do dArq e assim foi. Foi como ter um bocadinho da faculdade e de Coimbra por cá. Foi diferente :)

O percurso pela exposição foi guiado e acompanhado com comentários e explicações das obras que se apresentavam - fossem quadros, vídeos, performances, as referências aos 'Reportér Estrábico',... - muitas vezes pelo próprio António Olaio, o que foi muito curioso. Em certa medida, até foi um privilégio, já que nem sempre temos esta oportunidade.

Na exposição existe uma associação interessante entre a pintura e o vídeo. Não consigo dizer se é um complemento pintura - vídeo, se é vídeo -pintura, se é um contraponto, ligação, extensão, não sei. Sei que gostei. E que gosto particularmente do seu sentido de humor.





António Olaio & João Taborda, "Sit on my Soul"

não é preciso ser bruxo

Todo o prédio sabe quando é que Belinha sai de casa, tal é a delicadeza com que a rapariga (com idade para ser minha... tia, vá!) pisa os degraus da escada.

Na verdade, toda a vida foi assim e eu já me podia ter habituado mas não habituei, muito menos aos sábados de manhã - escusado será dizer que acordei com os seus passos suaaaaves, suaaaaves, suaaaaves...

A sorte é que ela mora no 1.º andar... porque se ela morasse no 5.º e insistisse em não usar o elevador, estávamos todos muito pior!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

depois da bonança, a tempestade

Quem diria que neste fim-de-semana que passou - foi praticamente ontem! - esteve um sol radioso e óptimas temperaturas, e agora está uma chuva horrorosa e esta escuridão?! Que manhã triste...

É que podia ter vindo uma simples chuvinha para uma pessoa se habituar mas não, tinha que ser logo uma chuvada! Apre!

(Com o pavimento molhado, nem sei como é que não tropecei a correr para o autocarro ou a descer as escadas do metro... Ahahhahahaha!)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

amália, coração independente

Amanhã passarão dez anos que Amália Rodrigues faleceu. Lembro-me desse dia, quando ouvi a notícia no telejornal nem queria acreditar... para mim, fazia parte das figuras imortais.

Como forma de assinalar a data e, também homenagear a fadista e figura incontornável da nossa história, vai abrir amanhã as portas ao público em geral a exposição "Amália, Coração Independente", no Museu da Electricidade e no Centro Cultural de Belém.

Hoje foi a inauguração.

Primeiro, no Museu da Electricidade. Fiquei deslumbrada com as fotografias.. Não propriamente pela qualidade das fotografias mas pela beleza de Amália - era mesmo bonita! Existem três projecções num lado e do outro, a sala onde estão expostos alguns vestidos e jóias. Ironicamente, falhou a electricidade... O que atrasou um pouco o início, ou o pleno funcionamento, de toda a exposição.

Do Museu para o CCB, onde se iria dar início à segunda inauguração da noite, ou continuação da inauguração uma vez que a exposição se divide por estes dois espaços. A exposição está interessante e completa - para além daquilo que está exposto no Museu da Electricidade que também existe semelhante no CCB, há muito mais para ver.

O espaço é maior, é verdade, mas a exposição para mim está organizada de forma mais atractiva e, para além disso, encontram-se expostas obras de artistas contemporâneos portugueses - por exemplo, é possível ver o Coração Independente, de Joana Vasconcelos (aliás estão lá o preto, o vermelho e o dourado).

Valeu bem apanhar a chuvada da tarde!


queda magistral

Hoje tentei retomar as idas ao ginásio. Quer dizer, fui mesmo e até cheguei a fazer uma aula de hidroginástica mas saí de lá um bocadinho dorida. Acho que ainda preciso de mais uns dias de repouso...

Há +- uma semana atrás, preparava-me para O casamento do ano a que fui, a 26 de Setembro, em Coimbra. O convite chegou há mais de um ano e muito me honrou - não iria ser apenas um casamento! - por isso esmerei-me.

A escolha do vestido foi para um modelito da Karen Millen (em baixo). Mal o vesti, apaixonei-me por ele - senti-me uma Jessica Rabbit, apesar de ter consciência de que não sou, mas não importa, achei que me ficava bem - e trouxe-o para casa! Durante uns dias só pensava no meu vestidinho... quando desci à terra percebi que me faltava tudo o resto - panic! Bom, na verdade nem foi assim tão difícil encontrar 'o resto'.

Na véspera do casamento, rumei a Coimbra. Fiquei em casa da MaryLin e foi muito bom regressar... Sentir-me em casa. A família P faz-me sempre sentir bem! Obrigada por tudo :)

No próprio dia do casamento, de manhã, rumei ao cabeleireiro (o meu habitual look despenteado não se enquadrava!). Ia chorando na cadeira do salão quando a cabeleireira começou a trabalhar na minha difícil cabeleira... Comecei a ver uns cachinhos pelo cabelo todo e comecei a temer o pior - eu iria ser Lulu da festa!!! OMG!!! - mas decidi aguardar porque confio em quem o recomendou. No final o penteado ficou muito bem, e pude respirar :)

Ainda fui a casa do noivo, para os últimos preparativos e para tirar umas fotografias no meu papel de madrinha - foi um momento muito bonito.

Entretanto regressei a casa da MaryLin. Estava um calor impossível na cidade! Aproveitei para descansar um bocadinho antes de me preparar, vestir, etc, etc, embora o tempo fosse pouco.

Chegada a hora foi tudo a correr. Já todos estavam prontos para seguir para a igreja menos eu! Vesti-me num ápice, retoquei a maquilhagem, verifiquei se tinha tudo e rapidamente agarrei na écharpe, nas malas para descer as escadas para sairmos. Claro está que a pressa é inimiga da perfeição - e nem seria eu se tudo corresse bem! - e com as pressas, desci a escada bem depressa mas de rabo! Pum! Pum! Pum! Foi um mega trambolhão! Foi tudo tão depressa que estou até hoje para perceber onde é que eu escorreguei/ tropecei... A verdade é que vim por ali a baixo, sempre a bater com as costas e o rabo, e parecia que só ia mesmo terminar no piso de baixo - foi uma queda magistral.

Na altura nem senti nada, só queria era saber do meu rico vestidinho e se estava rasgado - felizmente estava intacto! À medida que fui arrefecendo é que fui dando pelas marcas: inicialmente vi os arranhões nos braços e, mais tarde, vieram as dores na zona do cóccix, das ancas e umas nódoas negras respeitosas (para além de costuras resistentes, também me valeu o vestido ser comprido!).

Fui à cerimónia, testemunhei a felicidade dos noivos e não faltei a nada. Mantive-me o mais que pude na festa, de sorriso nos lábios e sempre nos saltos - já se sabe que Mary que é Mary, não sai do salto, certo? ;) - apesar das dores. A dada altura, estar sentada ou encostar-me a qualquer lado era um castigo.

As nódoas negras ainda cá estão e fazem-se sentir... O primeiro dia de trabalho depois da queda foi um sofrimento. Entretanto não fui ao ginásio e, depois da experiência de hoje, acho que ainda não é tempo de regressar... Ainda tenho tantas dores!


domingo, 4 de outubro de 2009

mais um passo na minha emancipação

Ontem, observei atentamente como se conserta um estore. Não me pareceu complicado e até acho que já serei capaz de consertar um sozinha, se for necessário. Na casa nova, por exemplo.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

a montanha pariu um rato

Eis que chega um carro dos bombeiros. Logo em seguida chega outro com mais quatro bombeiros a bordo. Saem num ápice das viaturas e equipam-se com o material necessário para o combate a incêndio. Consegui ouvir tudo isto que se estava a passar na rua do escritório sem sequer me levantar da secretária.

Grande agitação na rua, que ainda por cima é estreita - ou seja, nada (ou muito pouco) passa despercebido! Aqui no bairrinho não é preciso estar com muita atenção para se perceber quando acontece alguma coisa fora do normal na vizinhança.

Deu para perceber que os bombeiros comunicavam via rádio, ou coisa do género, e rapidamente entraram no edifício do lado. Subiram pelas escadas, ouviu-se a corrida pelos degraus a cima até ao primeiro andar onde devem ter encontrado quem os chamou.

Ouviram-se vozes, foram até à janela das traseiras, onde deu para perceber melhor o motivo - havia fumo nas traseiras do edifício! (traseiras que também são as traseiras do nosso escritório)

Depois de descoberta a origem do fumo - quanto a mim inconfundível não só pelo cheiro, como pelo local de onde saía, como pela hora...- os bombeiros pediram a um dos vizinhos que lhes abrisse a porta.

Bem sei que estamos no centro de Lisboa e que isto pode, efectivamente, arder num instante mas lá porque havia um fumo(zinho), e, onde há fumo toda-a-gente-sabe que há fogo, toca a chamar os bombeiros... calma!

Tudo não passou do almoço do vizinho da cave que pretendia almoçar meia dúzia de sardinhas assadas no seu mini-fogareiro.

acabou-se a papa doce

Como o que é bom acaba depressa... As férias terminaram e ontem foi dia de regressar ao trabalho. Aqui estou eu... back on the horse.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

14 de setembro


Este ano completei as minhas 30 primaveras.

Tem sido um ano sui generis e, também por isso mesmo, o meu dia foi diferente e garanto que nunca o irei esquecer. Nunquinha!

Posso dizer que no meu dia experimentei muitos estados de espírito, muitas emoções. Desta vez de férias, com um pé no Algarve e outro em Lisboa. Com cheiro a sal, mar, areia, serra, urze e outros aromas que me trouxeram à memória outros tempos. Com um pé na praia e outro em casa. Entre alguns amigos por lá e no meio da família por cá.

Entre um bolo de chocolate e um bolo de noz.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

foste tu?

sms

Vou ali apanhar um bocadinho de ar...

mais um bocadinho do ludovico..

Como eu gosto deste pianista e desta música... Einaudi com Due Tramonti.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009



Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired

There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep at night
How will I rest my head

Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there

There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head

So here's hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the seal's watershed

Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, Will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired

Antony And The Johnsons, "Hope There's Someone"

mal estar ou a precisar de férias

Tenho dores de cabeça.

Desde o início da semana que sinto dores de cabeça, que vão e vêm, mais ou menos intensas, quase sempre no bem topo da cabeça. Tenho estado sob alguma pressão, é um facto, mas também é verdade que tenho conseguido dormir as horas suficientes...

Como se não bastasse, às vezes também tenho a sensação de estar a levitar.. É difícil explicar isto porque sei perfeitamente que estou sentadinha na cadeira, e a trabalhar no computador, mas parece que começo a sair do meu corpo e começo a flutuar... E começo a sentir as mãos e os braços dormentes.

É esquisito. Mas espero que passe.



domingo, 30 de agosto de 2009

bué afrikanos

Não consigo deixar de pôr aqui uma imagem. Vi-a há uns dias e fez-me soltar uma grande gargalhada, e hoje voltei a lembrar-me dela, a propósito de uma conversa.

Já foi vista por muitos mas eu achei um must! e decidi que ela tinha que estar aqui - a versão afrikana dos Simpsons! Foi desenvolvida pela agência Executive Center de Luanda, a pedido do canal Bué para promover a série que agora vai ser transmitida em Angola.


A imagem está demais e nada foi deixado ao acaso - os Simpsons transformaram-se em verdadeiros angolanos da cabeça aos pés, ou melhor, à casa (porque nem a decoração escapou - o quadro deixou de ser o veleiro para ser uma imagem bem africana, com elefantes, e as colunas de som... lindo!).

A pele amarela ficou mulata, as roupas convencionais passaram para aqueles padrões lindíssimos e coloridos africanos, os sapatinhos foram à vida e veio a bela da chinela. Nem o cabelo da Marge escapou!!! Aliás, nem o da Marge, nem o de ninguém. Mas um dos pormenores que achei mais engraçados foi mesmo a cervejinha do Homer - não poderia deixar de ser a angolana Cuca. Depois do makeover, ficaram verdadeiros nativos :)


O que eu desconhecia eram as várias nacionalidades que os Simpsons entretanto já tiveram (nestes moldes ou não). Encontrei uma engraçada, a versão indiana - The Singhsons!

Vi muito pouco, por isso não posso fazer uma graaaande avaliação, mas achei engraçada a adaptação de alguns aspectos da cultura indiana como as roupas (como eu adoro os saris e salwar kameez - não sei se é assim que se escreve... ajuda-me MaryLin!!), dos locais (Singh-Field School! Ahahaha!), a própria música, etc. Também aqui a decoração da casa foi transformada, por exemplo, o quadro tem o Taj Mahal. E nesta paródia toda, os nomes mudam - Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie dão lugar a Omar, Mar Ji, Bartinder, Lisajit e Mugglie.


Muito originais! Haja criatividade :)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

o tempo passa...



Tracy died soon after a long fought civil war
Just after I'd wiped away his last tear
I guess he's better off than he was before
A whole lot better off than the fools he left here

I used to cry for Tracy 'cause he was my only friend
Those kind of cars don't pass you every day
I used to cry for Tracy 'cause I wanted to see him again
But sometimes sometimes life ain't always the way

Sometimes it snows in April
Sometimes I feel so bad, so bad
Sometimes I wish that life is never ending
All good things, they say, never last

Springtime was always my favorite time of year
A time for lovers holding hands in the rain
Now springtime only reminds me of Tracy's tears
Always cry for love, never cry for pain

He used to say so strong "Oh I'm not afraid to die
I'm afraid of the death that left me hypnotized"
Now, staring at his picture I realize
No one could cry the way my Tracy cried

Sometimes it snows in April
Sometimes I feel so bad
Sometimes I wish that life is never ending
All good things, they say, never last

I often dream of heaven and I know that Tracy's there
I know that he has found another friend
Maybe he's found the answer to all the April snow
Maybe one day I'll see my Tracy again

Sometimes it snows in April
Sometimes I feel so bad, so bad
Sometimes I wish that life is never ending
But all good things, they say, never last
All good things, they say, never last
And love, just isn't love until it's passed

Prince, "Sometimes it snows in April"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

comer com os olhos

Ainda nisto do peso... Há dias li (só não me lembro bem onde...) uma coisa sobre estas histórias das dietas, e os seus 'truques', que me fez rir.

O artigo fazia referência a um estudo de uma psicóloga de uma universidade holandesa, Utrecht, salvo erro. Nele concluiu (resumidamente) que as mulheres que estivessem a fazer uma dieta para emagrecer, se observassem imagens de bolos/ doces/ tentações-em-geral posteriormente, na hora de comer e fazer as escolhas sobre o que comer, fariam melhores escolhas (mais saudáveis/ menos erros alimentares) e seriam mais fieis ao compromisso assumido de perder peso.

Acho que a ser verdade, a imagem deve funcionar como peso na consciência... Ou já se comeu com os olhos e foi suficiente... Mas oxalá resulte porque para quem, como eu, tem que assumir o compromisso mais pela saúde, do que pela estética ou outras manias, nem sempre é fácil e há alturas em que se fraqueja.

Pelo sim, pelo não, acho que vou começar a construir um portfolio... Mãos à obra!! E vade retro, ó tentação! (Ou 'vai de metro', como diria a pequenada mais fixe :) ) Quem quiser contribuir, não se iniba! Aceitam-se sugestões e imagens :)


ideias sonolentas

Esta manhã, enquanto tentava abrir os olhos frente ao espelho da casa-de-banho, lembrei-me daquele objecto que habita lá no chão e com quem cortei relações há uns meses...

Ainda lá estava. No mesmo sítio. Imóvel. Branco. Frio. Insensível. Indiferente.

Aquela coisa continuava ali... Com aquele arzinho inofensivo, à espera que algum incauto curioso lá pusesse os pés para depois - pimba! toma lá! - o horrorizar em seguida. Aquela geringonça - balança, de seu nome - consegue pregar sustos valentes a uma pessoa, e eu que o diga!

Graças a Deus, e apesar de até ser um objecto relativamente evoluído (electrónico e tudo!), não fala! Nem precisa... Aqueles valores que indica no visor são suficientemente esclarecedores... E depois de me ter apresentado uns valores absurdos (como é que a balança conseguiu pesar aquilo tudo?! Era só eu... E sem chumbo nos bolsos...) achei que não me queria pesar durante algum tempo.

Até esta manhã.
(se calhar foi por ter sono que tive esta ideia... ainda assim, se os valores fossem ASTRONÓMICOS podia sempre fingir que nada se tinha passado porque ainda estaria a dormir! ou ainda não tinha os óculos! ou a balança continuava avariada...)

Abri logo os olhos!

Acho que estou no bom caminho :) A balança já não está 'avariada', apesar de ainda não estar bem calibrada - aos poucos vou reconciliar-me com a balança. Mas não me ponho lá me cima tão cedo!



terça-feira, 25 de agosto de 2009

banda sonora desta tarde



Under my love
Wake up to your window
The day calls in billows
It's echoing moonlight onto the blue nightmare of your heart
In cosy red rainbow
It's shaking off halos
And the memory of our sacred so and so's

Oh take my hand sweet
Complete your release, unbury your feet
And married we'll be
Alone in receiving
ours is a feeling not that they would see
They don't know that we could be
Down where your cradle escaped the sea
And your raven haired Mama cought told you so's

Were hanging in the shadow of your family tree
Your haunted heart and me
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the gallows of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep them young

Ah me all mine
Is it safe to say that we've waited patiently?
Call me on time
And we'll go over to Nana's place disgracefully
Fall into line
There's the garden grave and a place they've saved for you
I'll fall by your side
Though your silver haired Mama throws told you so's

Were laying in the shadow of your family tree
Your haunted heart and me
Brought down by the lullaby whose time has come
And in the shadow of the gallows of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep it young

And now we'll gather in the shadow of your family tree
In haunted harmony
Brought down by an old idea whose time has come
And in the shadow of the valley of your family tree
There's a hundred hearts soar free
Pumping blood to the roots of evil to keep us young

Tv On The Radio, "Family Tree"

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

férias à porta

Acho que preciso de um fato-de-banho novo!


domingo, 23 de agosto de 2009

'we are such stuff as dreams are made on'

A noite estava fresca em Sintra, como é costume, nos Jardins da Quinta da Regaleira.

Estava em pulgas para que o teatro começasse - "A Tempestade" de William Shakespeare, apresentada pelo Teatro Tapafuros. As expectativas eram altas - já tinha lido qualquer coisa sobre a peça (que aguçou a vontade), a curiosidade aumentou depois de ter visto que a R fazia parte do elenco (nunca a tinha visto actuar), o espectáculo prometia ser volante (nunca tinha assistido a um) e a companhiar era do melhor! A noite prometia ;)

As recomendações foram seguidas: calçado confortável e agasalho (da próxima vez reforço o agasalho...).

Aquele lugar é mesmo mágico! Foi o cenário perfeito para esta peça de teatro (ao que sei, foi dos últimos trabalhos de Shakespeare) onde se misturam elementos medievais e mágicos e a entrega dos actores, resultam num espectáculo fenomenal, com momentos hilariantes - como o momento do Trínculo, do Stefano e do monstro (Caliban) que foi só rir!.

Vale a pena ver! Até 13 de Setembro nos Jardins da Quinta da Regaleira (de 5.ªf a Dom). Fica a sinopse:

"Convidamos a embarcar rumo a ilha perdida em cabo atlântico, finistérreo, frondoso... a Regaleira transformada em cenário único nesta terra, para a função que Próspero nos prepara e oferece: O espectáculo do homem face à natureza, a impotência daquele face à grande Mão. Igualmente o compêndio das fraquezas humanas, o descalabro moral em terras de ninguém, longe do olhar que julga e condena. É um novo mundo, um admirável novo mundo que se nos apresenta aos olhos. Mas são porém os mesmos homens, demasiados humanos, os que nele se perdem... A magia está no ar, correndo célere entre o arvoredo, as ondas, os cumes rochosos. Surpreende os meros mortais, altera-lhes os passos, desvenda caminhos que nunca poderiam ser imaginados. Que A Tempestade comece!"

A matéria que nos compõe é igual à dos sonhos.




sexta-feira, 21 de agosto de 2009

dava-me jeito...

Aquilo que me dava mesmo jeito agora era ter um amuleto... ou encontrar um trevo de quatro folhas... ou uma patita de coelho... ou uma dessas coisas que fizesse com que me saísse um prémio jeitoso - eu já nem pedia o primeiro prémio! só o suficiente para fazer meia dúzia de coisas, ter umas férias (que bem preciso!) e ajudar a família e os amigos -, dava-me jeito!

O principal já está feito - já joguei no euromilhões!

Agora é fazer figas :)


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

a medalha do Nelson Évora é linda!!!!

É linda em vários sentidos.

É linda porque é a recompensa pelo esforço do atleta, que lhe deve ter saído do corpinho ao fazer aquele salto lá nos mundias de atletismo em Berlim (eu não saltava seguramente!), que lhe valeu a medalha de prata. E por isso aqui ficam os meus Parabéns! para aquela carinha laroca pelo seu trabalho - ele nunca vai ler isto mas não importa!-.

É linda porque, estéticamente falando (que é como que diz/ escreve, escrevendo), também a considero muito bonita.

Foi concebida pela jovem designer Elisabeth Warkus. Concebeu 237 medalhas (é obra! sobretudo porque pelo que percebi são mesmo todas diferentes...)! Desde logo a forma da medalha já me atrai: foge ao tradicional círculo, são rectangulares. Cada modalidade tem um desenho diferente e as três juntas (ouro, prata e bronze) formam o movimento que costumamos ver em cada prova. A ideia parece-me muito interessante e dá para ver mais aqui (calma, calma! não está em alemão :) ).



tenho calor

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

(cara de espanto...!)

Pelos vistos não é recente mas, será que isto é mesmo verdade?!


no autocarro

Dois amigos reencontram-se, sentam-se ao lado um do outro no autocarro e começam a conversar sobre as férias:

#1 - Olá! Por aqui?
#2 - Olá! É verdade!
#1 - Então, já de volta?
#2 - Pois... O que é bom acaba depressa! E as tuas férias também foram boas? Correu tudo bem?
#1 - Sim, correu tudo bem. Entretanto tive gripe A...

(fez-se algum silêncio e alguns segundos de respiração sustida...)


terça-feira, 18 de agosto de 2009

não sei por quanto tempo mais...

Toda a gente sabe que ir à praia e resistir à tentação de comer uma bola de Berlim é difícil...

Longe vão os tempos dos bolos da d. Maria ali na praia de Carcavelos, quando ia com o colégio para a praia... Deixei ir tanto à praia de Carcavelos (embora se dêem umas boas caminhadas por ali e tenha uns bares muito simpáticos) e portanto, deixei de ver a d. Maria (que fazia lembrar aquelas baianas de vestido branco e a sua pele dourada pelo sol). As praias têm sido outras e a vontade de ir à praia também - cada vez é menor... - mas a vontade de comer a bola de Berlim é que não muda.

Até tenho sido uma menina bem comportada, este ano já fui à praia e várias vezes - VÁRIAS! - resisti à tentação de comer uma (porque graças a Deus em muitas dessas vezes nem me passaram pela vista, nem pelo pensamento - longe da vista, longe do coração! eheheh - caso contrário, acho que não tinha respondido por mim).

Tudo mudou este sábado... Desde sábado que me anda a apetecer muito, muitooo uma Bola de Berlim!


serão efeitos secundários?

Tenho andado à procura de um vestido mais ou menos específico para uma ocasião especial.

Mais ou menos porque eu sei o que é que o vestido deve ter e o que é que o vestido não deve ter, apesar de não ter o desenho ou a imagem completa dele na minha cabeça - eu sei, eu sei, isto é difícil de explicar.

Já pensei em desenhar o vestido e mandar fazer - o que é sempre um risco (do meu desenho e da habilidade de quem executa :) ) porque caso o resultado final não seja o esperado... eu já sei que vou soltar faíscas pelos olhos! E depois fico com pouco tempo para escolher outro vestido numa loja, ou seja, tempo e dinheiro deitados fora.

Por outro lado, os vestidos que tenho encontrado nas lojas têm sido... fraquinhos (para não ser mais crítica!). A escolha não tem sido sido fácil.

A avaliar por aquilo que nos chega às lojas de prêt-à-porter, será que a crise também afectou a inspiração, criatividade e bom gosto dos criadores e designers de moda?